Prefeitura de Ribeirão Pires promove inclusão e facilita aprendizado


Criado em 11/09/2013

Cinco escolas fazem parte do projeto que acolhe mais de 90 alunos da rede com perfil de dificuldade cognitiva

Concentração, desenvolvimento e sociabilização. Estes são os objetivos principais do trabalho realizado pela Prefeitura de Ribeirão Pires em unidades da rede municipal de ensino. Por meio da Secretaria de Educação, Inclusão e Tecnologia, mais de 90 crianças, divididas em grupos de seis, participam de atividade de psicopedagogia nas escolas.

No primeiro semestre deste ano, professores da rede identificaram e indicaram os estudantes com dificuldade cognitiva de aprendizado. A partir disso, o setor de Orientação Pedagógica Especializada da Secretaria de Educação realizou triagem para organizar os grupos.

“Trabalhamos para garantir acesso à educação de qualidade a todas as crianças da rede municipal, com atenção redobrada para aqueles que possuem dificuldades no aprendizado. São ações que vão desde melhorias no ensino até a destinação de recursos para a ampliação da capacidade de atendimento a essas crianças”, explicou o prefeito da Estância, Saulo Benevides.

Segundo a psicopedagoga que atua nas escolas, Isabel Cristina Rusca, os alunos são estimulados durante as atividades. “Trabalhamos a concentração e a autoestima das crianças em grupo, o que amplia a visão sobre a relação social que esses alunos possuem. Podemos avaliar qual o grau de dificuldade de interação e como ele reage em sala de aula para produzir e se desenvolver”, afirmou.

Profissional da rede percorre as cinco escolas que fazem parte da ação durante a semana – uma a cada dia. Essas unidades são consideradas escolas pólo, ou seja, que se encontram em pontos estratégicos para receberem alunos de regiões próximas.

“Dessa forma, a Prefeitura garante acompanhamento especializado aos bairros, ao invés de priorizar apenas o centro. A equipe escolheu, por exemplo, a Escola Municipal Carlos Rohm, no centro da cidade, mas também unidades nos bairros Santa Luzia, Ouro Fino, Aliança e Jardim Serrano”, opinou a secretária de Educação e vice-prefeita, Leonice Moura.

Os grupos, compostos sempre por no máximo seis crianças, realizam atividades em horário inverso ao que estudam – alunos do período da manhã participam na parte da tarde e vice-versa.

“Durante as atividades, utilizo pintura, desenho, jogos simbólicos, jogos de construção, livros e até ferramentas tecnológicas e o espaço de brinquedos para, com isso, conhecer o perfil de cada criança e tentar modificar a realidade desse aluno dentro da escola”, explicou a psicopedagoga Isabel Cristina Rusca.

As escolas pólo escolhidas para o projeto possuem sala de informática e de brinquedo, ambos espaços que, dentro do programa estipulado para a atuação da psicopedagogia, são utilizados para o trabalho. (11/09/2013)