Armazenamento de água exige medidas cuidadosas


Criado em 04/03/2015

Recursos alternativos requerem cuidados da população

A falta de água que alguns estados do Brasil como São Paulo e Rio de Janeiro enfrentam tem acarretado diversos riscos em razão do armazenamento, resultado da busca principalmente dos moradores em encontrar medidas e recursos alternativos para não faltar água na residência do munícipe. Uma das alternativas usadas pelos moradores é principalmente o armazenamento de águas da chuva, para encher baldes, caixas d’água ou piscinas plásticas, que muitas vezes não tem o cuidado necessário.

Um dos maiores riscos de acumular água é o surgimento de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a Dengue e a febre Chikungunya.

Um levantamento registrado pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) neste ano, entre os meses de janeiro e fevereiro registrou 8 focos de dengue na cidade de Ribeirão Pires. Segundo a vigilância epidemiológica foram 37 casos suspeitos e entre eles, 12 moradores de Ribeirão, com quatro não reagentes e três reagentes porém importados, ou seja, contraídos de outros municípios, Taiaçupeba, Peruíbe e Guarujá, 5 estão em análise.

No ano de 2014 foram registrados 387 casos suspeitos de dengue entre eles 221 residentes de Ribeirão com 12 casos confirmados 8 deles de dengue importada. Na cidade de Ribeirão Pires, no ano de 2014 não houve casos autóctones, ou seja, casos contraídos e tratados no município.

Um alerta da vigilância para combater focos do mosquito e garantir a segurança da família é manter os baldes, caixas e bacias d’água devidamente tampadas e longe do alcance de crianças para garantir a segurança das mesmas. No Brasil, o índice de crianças que morrem afogadas em baldes ou bacias é muito alto, devido ao fácil acesso de crianças ao reservatório e a dificuldade de levantar-se, o que produz o afogamento.

Com os cuidados necessários o número de casos de dengue e/ou febre Chikungunya tendem a baixar. O uso da água das chuvas é essencial para limpezas domésticas, descargas ou para aguar plantas e jardins, não deverão ser utilizados para consumo humano. Por isso, não use a água guardada da piscina ou baldes para cozinhar ou lavar alimentos. É necessário fervê-la ou adicionar uma quantidade de cloro antes de usá-la.

 

- Para cada um litro de água – duas colheres de sopa de sal grosso ou dois copos de cloro ativo a 10%.

- Para cada 500ml de água – um copo de 250ml de cloro ativo a 10%.