Trânsito de Ribeirão Pires promove blitz educativa


Criado em 05/05/2014

Durante campanha Maio Amarelo, a Prefeitura chama atenção para números de mortes por acidentes de trânsito

A Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires se prepara desde a última semana para intensificar as ações de conscientização sobre educação no trânsito, acompanhando o Maio Amarelo, campanha nacional que chama a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos em acidentes. A Secretaria de Transportes e Trânsito da cidade já realizou blitz educativa em pontos de grande movimento como a Avenida Francisco Monteiro. Outras ações estão programadas para todo o mês.

Agentes de trânsito se tornam orientadores durante a blitz educativa. Abordando principalmente carros com famílias e crianças, os profissionais entregam bexigas, panfletos sobre campanhas educativas da Prefeitura e falam sobre práticas seguras que ajudam a preservar vidas, como o uso de cinto de segurança, não falar ao celular enquanto dirige e respeito ao pedestre e às normas do código de trânsito.

“A ação muda o olhar do condutor para com o Agende de Trânsito. Na abordagem, que inicialmente é temerosa, o motorista acha que vai haver uma fiscalização com intenção de multa, mas o profissional é preparado para quebrar esse gelo e mostrar que o papel do trânsito também é orientar, conversar e ser parceiro nessa luta para diminuirmos os índices de mortes e acidentes”, explicou o Secretário de Transportes e Trânsito, Rubens de Almeida Sousa.

Seguindo outros movimentos, como o “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, os quais, respectivamente, tratam dos temas câncer de mama e próstata, a campanha Maio Amarelo promove atividades voltadas ao debate das responsabilidades e avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro dos deslocamentos diários.

Dados sobre acidentes de trânsito

De acordo com o Relatório Global de Segurança no Trânsito, publicado em 2013 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 88 países membros conseguiram reduzir o número de vítimas fatais. Por outro lado, esse número cresceu em 87 países. A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, excesso de velocidade, não uso do capacete, cinto de segurança e cadeirinhas. Apenas 28 países, incluindo o Brasil, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.

O documento também aponta que na maioria dos países – mesmo alguns daqueles com melhores resultados – a aplicação das leis é inadequada. Alguns grupos foram identificados como aqueles com maior risco de morrer em acidentes de trânsito: 59% das vítimas fatais estão na faixa etária dos 15 aos 44 anos, e 77% são homens.