Ribeirão Pires busca apoio para revitalização do Aliança


Criado em 25/04/2016

Prefeitura em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas planeja ações no local


Mestrandos do IPT/SP (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), visitam pela segunda vez o Bairro Aliança. O grupo multidisciplinar da área de habitação aceitou o desafio de propor soluções para revitalização da área com a remoção de famílias que vivem em áreas de risco.

A Prefeitura Municipal da estância Turística de Ribeirão Pires realizou diversas melhorias na região. Entre as melhorias estão a implantação de iluminação pública, pavimentação e rede de água de esgoto. O IPT planeja novas melhorias no bairro através dos alunos que estiveram no bairro para análise do local. A Defesa Civil fez a demolição das moradias de alto risco, em abril de 2014.

O Bairro Aliança é uma área de divisa entre Ribeirão Pires e Mauá. Fica na Rua Esmeraldas, viela 2, Parque Aliança, com acesso pela Avenida Itapark. Trata-se de local não regularizado, mapeado pelo IPT/SP como área de R4 (Risco Muito Alto). Seguindo as indicações do mapeamento do IPT, a Defesa Civil fez a remoção dos moradores em R4 e depois demoliu as moradias. As famílias retiradas estão inscritas no programa federal Minha Casa Minha Vida e também recebem o Auxílio Aluguel, projeto do Governo Estadual e da Prefeitura de Ribeirão Pires.

No local devem ser feitas revitalizações para evitar novas ocupações. A área deverá ser totalmente limpa e compactada para efetiva implementação das ideias propostas através de projetos técnicos. O objetivo é proporcionar lazer, segurança em um espaço propício ao entrosamento entre os moradores remanescentes do Aliança.

Entre os alunos de mestrado há geólogos, engenheiros civis, arquitetos e especialistas em risco. Esse grupo multidisciplinar deverá se debruçar sobre melhorias no Bairro Aliança para conclusão conjunta sobre propostas de recuperação e revitalização da área.

O trabalho é produzido pelos alunos do mestrado de Habitação Planejamento e Tecnologia e tem como objetivo apresentar opções acessíveis de ocupação do espaço ocioso, e que não deverá ser reocupado com moradias.  Ele será entregue à Prefeitura de Ribeirão Pires, provavelmente em maio, para que sejam elaborados projetos técnicos de construção. Segundo o geólogo do IPT/SP, Eduardo Macedo “Não se trata de um projeto no sentido arquitetônico ou mesmo da engenharia, mas sim de um trabalho final de curso, bastante simplificado em relação a um projeto”.  Ainda assim, o geólogo Macedo explica que o caráter do curso (mestrado profissional), com diferentes formações dos alunos, pode propiciar propostas interessantes.