Redes sociais e internet farão parte do XIII Congresso de História do ABC


Criado em 01/09/2015

Evento, que acontecerá em setembro em Ribeirão Pires, trará o historiador Renato Dotta como mediador do tema, além grupos de discussão com foco na história, identidade e diversidade

Cada dia mais próximo de acontecer, o 13º Congresso de História do Grande ABC se aprofundará em assuntos diversos que permeiam o tema "História, Diversidade e Identidade: O que nos Une?". Redes sociais e internet também fazem parte dos assuntos discutidos em Ribeirão Pires entre os dias 23 e 26 de setembro. Para isso, o historiador Renato Dotta mediará mesa de debate onde o objeto estará em pauta.

Dotta atuou em Mauá como historiador durante 11 anos. Também lecionou curso de Turismo na ETEC de Ribeirão Pires (entre os anos de 2006 e 2010) e o curso de História na Universidade Federal do ABC entre 2008 e 2012. Desenvolvedor de projetos sobre a história do ABC, atualmente é conselheiro da revista Raízes, publicação da Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul. É o responsável pela sugestão de criação de mesa sobre comunicações, a qual irá mediar.

Entrevista

Você participou do Congresso de História em outras edições. Como foram essas participações?

Tenho participado de todos os Congressos de História da região desde o de 2002, que aconteceu em Rio Grande da Serra, sobretudo como organizador, mas também como palestrante, mediador e, claro, como parte do público. Nas edições de 2009 (São Caetano) e 2011 (Diadema), cheguei a levar as minhas turmas de alunos da faculdade para atividades promovidas durante o evento.

Você participará da mesa que abordará internet e rede sociais. O que esse tema representa dentro da história do Grande ABC?

Nos últimos anos, com a explosão das redes sociais, a velocidade da troca de informações aumentou exponencialmente, e a História da região não ficou de fora. A facilidade com que se tem baixado fotos, vídeos, compartilhado notícias de jornais e até livros inteiros, tem divulgado enormemente a História e a memória do ABC e das cidades que o compõem. Fotos, "perdidas" em álbuns familiares e que dificilmente seriam expostas em museus ou outros locais, ganham publicidade. Pessoas e locais são reconhecidos ou vistos pela primeira vez por gerações mais novas. Isso é transformador. Isso me motivou a criar uma comunidade sobre História do ABC e co-organizar uma sobre a História de Mauá - cidade na qual trabalhei mais intensamente essa questão - no Facebook que é a rede social mais acessada do momento.

A longevidade do evento chama a atenção, sobretudo porque estamos habituados à descontinuidade de políticas culturais. Mas, no caso do Congresso, ele se tornou uma exceção. Na sua opinião, o que faz o evento ser tão duradouro?

Certamente, há vários fatores para essa longevidade. Há um interesse crescente na História e na memória da região do ABC, que tem se transformado numa velocidade espantosa, em seus vários aspectos. Isto tem pressionado as prefeituras para que se encarregassem de arcar com sua realização ao longo dos anos. Dentro dessas prefeituras, os funcionários da área da memória dos diversos departamentos de cultura merecem menção especial, sobretudo a Comissão das Instituições Oficiais de Memória, que reúne funcionários dos diversos equipamentos da região e são grandes entusiastas dos congressos. Além disso, a participação de memorialistas, jornalistas, professores e estudantes - não apenas de História como de outras áreas como turismo ou arquitetura - têm colaborado para a renovação dos palestrantes e do público. E não podemos esquecer dos outros eventos como o Encontro de Pesquisadores do Museu de Santo André e publicações como a revista Raízes, além de outros eventos pontuais na área de memória em todos os municípios, que contribuem para que o público, os temas e os comunicadores se renovem constantemente.

Qual a sua expectativa para o 13º Congresso de História em Ribeirão Pires?

A melhor possível. Sobretudo com o potencial patrimonial e memorialístico riquíssimo da cidade de Ribeirão Pires, bem como o esforço e a competência da equipe organizadora. Minha esperança é de que isso continue a inspirar as autoridades municipais e a população, local e regional, para que cuide cada vez mais da riqueza da História de cada uma de nossas cidades.

Serviço

13º Congresso de História do Grande ABC

Data: 23 a 26 de setembro

Local: Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP/Uniesp)

Av. Cel. Oliveira Lima, 3.345, Parque Aliança (Ribeirão Pires/SP)

Informações: 11 4822-4724